Localizado no centro de Ubatuba, o Projeto Tamar faz a alegria das crianças com muitas tartarugas e atividades.

Nós fomos durante as férias de janeiro e nem preciso dizer o quanto Alice gostou.  Apesar de ser a época com mais visitantes, a presença de monitores perto dos tanques ajuda muito e as crianças recebem atenção e muita informação.

Há um aquário com visor panorâmico e pudemos ver as tartarugas bem de perto. Outros cinco tanques de observação estão disponíveis e cinco terrários com tartarugas terrestres.

Em horários determinados há a alimentação interativa e as crianças alimentam as tartarugas com monitores. As crianças podem alimentar os animais e ao mesmo tempo os visitantes recebem informações sobre os hábitos alimentares, biologia e fisiologia dos animais.

Existem réplicas e silhuetas de tartarugas espalhadas por toda a área. Uma aventura para as crianças!
Em outra área há uma exposição fotográfica, com temática cultural e ambiental. Além de um museu mostrando os danos que o lixo faz aos oceanos e aos animais marinhos.
Como o espaço não é muito grande, a gente acaba passando pelo mesmo tanque mais de uma vez, mas isso não impede a diversão. As tartarugas nadam bastante e Alice ainda aproveitou para entrar nos ovos de tartaruga gigantes que estavam por lá...
Acompanhe as nossas aventuras pelas fotos!

Tipos de tartarugas marinha você vê no Projeto Tamar de Ubatuba:
de couro ou gigante

tartaruga oliva








verde ou aruanã
tartaruga pente

tartaruga cabeçuda

Sobre o Tamar:
Desde a sua criação, o Tamar investe recursos humanos e materiais para adquirir o maior conhecimento possível sobre a biologia das tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, priorizando pesquisas aplicadas que resolvam aspectos práticos para a conservação desses animais. Conhecidos pela grande capacidade migratória, com um ciclo de vida de longa duração, as tartarugas ainda são um mistério para pesquisadores do mundo inteiro.

Nas áreas de reprodução, as praias de desova são monitoradas todas as noites durante os meses de setembro a março, no litoral, e de janeiro a junho, nas ilhas oceânicas, por pescadores contratados pelo Tamar, chamados tartarugueiros, além de estagiários e executores das bases. É realizado patrulhamento noturno para flagrar fêmeas em ato de postura, observar o comportamento do animal durante a desova, registrar dados morfométricos e coletar material biológico para posterior análise genética. Os pesquisadores monitoram os ninhos nos próprios locais de postura, ou transferem alguns, encontrados em áreas de risco, para locais mais seguros na mesma praia ou para cercados de incubação, expostos ao sol e chuva plenos, em praias próximas às bases de pesquisa. São feitas marcação e biometria das fêmeas, contagem de ninhos e ovos.
Nas áreas de alimentação, o monitoramento é quase todo realizado no mar, muitas vezes junto às atividades pesqueiras, com os técnicos embarcados. Os pescadores são orientados a salvar as tartarugas que ficam presas nas redes de espera, cercos, currais e outras modalidades de pesca. Essas áreas registram alto índice de captura incidental por pescarias costeiras. Nas ilhas oceânicas, como em Fernando de Noronha e Atol das Rocas, é realizado o programa de captura, marcação e recaptura, através de mergulho livre ou autônomo.
Tanto nas áreas de desova como de alimentação, é feita marcação de animais encontrados vivos: todos recebem um anel de metal nas nadadeiras dianteiras, para identificação e estudo de seu deslocamento e de hábitos comportamentais, além de dados sobre crescimento e taxa de sobrevivência.
Um pouco da história:
O Projeto TAMAR começou nos anos 80 a proteger as tartarugas marinhas no Brasil. Com o patrocínio da Petrobras, por meio do programa Petrobras Socioambiental, hoje o Projeto é a soma de esforços entre a Fundação Pró-Tamar e o Centro Tamar/ICMBio. Trabalha na pesquisa, proteção e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção: tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), tartaruga-verde (Chelonia mydas), tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) e tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea). Protege cerca de 1.100 quilômetros de praias e está presente em 25 localidades, em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso das tartarugas marinhas, no litoral e ilhas oceânicas dos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. Reconhecido internacionalmente como uma das mais bem sucedidas experiências de conservação marinha do mundo, seu trabalho socioambiental, desenvolvido com as comunidades costeiras, serve de modelo para outros países. Visite www.tamar.org.br
Onde fica:
Rua Antonio Atanázio, 273, Jrd Paula Nobre
Tel: (12) 3832-6202 / 7014 / 4046
E-mail: tamaruba@tamar.org.br
Dom. à qui - 10h às 18h; sex, sáb, feriados e férias escolares - 10 às 20 horas.
Durante o período letivo, fecha às quartas-feiras para manutenção.

Inaugurada em 1991, Ubatuba foi a primeira base instalada pelo TAMAR em área de alimentação das tartarugas marinhas no litoral brasileiro. É a única no Estado e uma das mais importantes, ao lado de Fernando de Noronha e Praia do Forte.
O Museu do TAMAR de Ubatuba recebe, em média, 100 mil pessoas por ano. Conta com uma completa infra-estrutura de educação ambiental, informação, lazer, incluindo tanques e aquários, auditório com 30 lugares, espaço para exposições, loja e lanchonete.
Junto ao o Museu Caiçara, são um espaço cultural que resgata e valoriza a rica cultura caiçara, e relembra os hábitos e costumes de uma época que faz parte da formação do povo brasileiro. Através de mais de 200 peças antigas, painéis explicativos, fotos e objetos que fizeram parte da história, o visitante tem a oportunidade de “viajar no tempo” e conhecer um pedacinho da cultura brasileira.
Ingresso:
Inteira: R$ 18,00
Meia (estudantes com carteirinha, menores de 12 anos): R$ 9,00

Gratuito: maiores de 60 anos, crianças menores que 1,20m, moradores de Ubatuba com cadastro (recomendável se informar antes sobre as regras para o cadastro)

Fonte: site do Projeto Tamar
www.tamar.org.br






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